sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Homossexualidade: reprimir é negar a essência!

A definição de essência, segundo alguns filósofos, é “aquilo que faz uma coisa ser ela mesma e não outra”. Já a definição de repressão, segundo o dicionário Aurélio, é “ato ou efeito de reprimir (-se), isto é, não deixar que aconteça, ou que prossiga, se manifeste, se movimente, se desenvolva; conter, coibir, refrear. Não fazer ou não completar (gesto, expressão de sentimento); disfarçar. Oprimir. Punir, castigar. Dominar, controlar ou moderar as próprias ações”. Sendo assim, quando alguém se reprime ou é levado a reprimir-se nos aspectos constitutivos do seu ser, essa pessoa estará deixando de ser ela mesma para ser outra. Estará falseando a sua própria realidade enquanto ser, realidade existencial.


Homossexualidade
Homossexualidade


No que concerne à questão da orientação (uso o termo orientação ao invés de opção, por achar que opção é da ordem do fazer e orientação é da ordem do ser) sexual homossexual, contemplo um fenômeno semelhante ao que expus anteriormente.
Quando um homossexual assume-se enquanto homossexual perante ele mesmo ou perante ele e a sociedade, vejo que é o passo inicial para que consiga galgar os demais passos no processo de autoconhecimento. O segundo passo a ser desenvolvido, talvez, seja a atitude de aceitação dessa orientação sexual, isto é, daquilo que faz dele o que ele é, portanto, sua homossexualidade. Com essa aceitação é provável que começará a canalizar, direcionar suas energias, instintos, desejos, vontades e etc. A partir de então dará início a uma nova fase de sua vida sexual ou no processo de descobertas dessa vida sexual, que a meu ver é o terceiro passo o qual chamo de fase da administração daquilo que já assumiu e que já aceitou. Nesse atual estágio da vida e das descobertas, a pessoa transformará o pseudoproblema da homossexualidade numa situação natural (não uso o termo normal para não incorrer no binômio: normal versus patológico) e confortável na sua própria existência (no seu ser) e perante a sociedade como um todo.
Por outro lado, quando alguém que tem uma orientação sexual e desejos homossexuais, mas os nega, em função de uma repressão social ou por um sentimento de auto-repressão, essa pessoa viverá negando algo que é parte constitutiva do seu próprio ser, isto é, que é essencial a sua existência. Ao negar o que é essencial em seu ser, tenderá a construir algumas possibilidades de suprir aquela falta do que é negado por ele mesmo, vivendo, conseqüentemente uma vida que não é dele, ou melhor, vivendo sem ser ele mesmo. Será um “enrustido” ou “viverá no armário”, como é sentenciado pelos homossexuais mais resolvidos, que já se assumiram, aceitaram-se e administram sua homossexualidade de forma tranqüila e salutar.
Portanto, faz-se necessário a partir do momento que uma pessoa entre em contato com os seus desejos mais profundos e perceba uma orientação para a sua homossexualidade, que busque informações a cerca do assunto com profissionais competentes (por competência entendo aqueles que agem guiados pelo conhecimento e pela sabedoria e não pautados no pré-conceito e na opinião) para que o ajude nesse processo de descoberta e desenvolvimento sexual. Essa busca de conhecimento e autoconhecimento deverá se feita através do contato com o saber acumulado de geração em geração (existem ótimas bibliografias) e também através do contato com os próprios sentimentos, pois estas duas diretrizes levarão o homossexual, quase que naturalmente, ao tripé necessário a sua realização pessoal: assumir, aceitar e administrar a sua homossexualidade. E com isso livrando-se da hipocrisia que assola nossa sociedade dita pós-moderna em algumas direções e tão retrógrada em outras, pois força a repressão dos aspectos constitutivos dos seus indivíduos, onde o que vale é a ordem do discurso e o faz-de-conta. E, onde o real e o essencial, muitas vezes, são substituídos por formas artificiais e superficiais de se viver.
Prof. Miguel Gomes (publicado na TVTudo em 2005)

sábado, 3 de setembro de 2011

Um passo à frente!!! Assembleia Legislativa do Pará aprova lei estadual que criminaliza a homofobia.





PARÁ - Foi aprovado ontem (31), por unanimidade, na Assembleia Legislativa do Pará, o Projeto de Lei estadual que pune e proíbe qualquer ato de homofobia. O PL é de autoria da deputada Bernadete Caten (PT-PA).
Ao defender o seu Projeto de Lei, a deputada alegou que vítimas de homofobia sofrem com violência psíquica, física e sexual. Bernadete (foto) disse ainda que a homofobia é uma "doença social" que não deve ser admitida.
Essa casa já aprovou uma outra lei de nossa autoria, que institui o dia 17 de maio como o Dia Estadual da Luta contra a Homofobia. Precisamos aprovar a lei que criminaliza a discriminação contra homossexuais para, mais uma vez, mostrarmos que o Estado do Pará está à frente no caminho da democracia, declarou a deputada.
Agora, o projeto de lei segue para sanção ou veto do governador do Estado do Pará, Simão Jatene (PSDB).

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

A cantora Cyndi Lauper vai inaugurar um abrigo para jovens LGBT sem casa.




NOVA YORK - Uma das artistas mais engajadas na luta pelos direitos homossexuais, Cyndi Lauper  irá abrir em Nova Iorque um abrigo para jovens LGBT sem casa. Com nome de um dos hits da cantora, o True Colors Residence é composto de 30 leitos, além de espaços de convivência.
A ideia surgiu depois de Cyndi descobrir que mais de 40% da população jovem desabrigada era GLBT. Há relatórios perturbadores que mostram que esses jovens enfrentam muita discriminação e agressões físicas, nos poucos espaços que poderiam ajudar, disse a cantora, que coordenará a instituição junto com sua empresária, Lisa Barbaris.
No abrigo, os jovens receberão ajuda para conseguir emprego e pagarão aluguel de acordo com o que estiverem recebendo. Nossa principal meta é dar segurança física e emocional e um ambiente que ajude os nossos jovens a serem felizes e bem sucedidos, comentou Cyndi Lauper.

domingo, 28 de agosto de 2011

Procurado Polícia diz que suspeito de ter matado analista e modelo na Oscar Freire, postou mensagens homofóbicas no Twitter.



Polícia divulga o retrato-falado do suspeito de duplo homicídio na Oscar Freire.
 . SÃO PAULO - O homem apontado como o assassino do analista de sistemas Eugênio Bozola, de 52 anos, e do modelo Murilo Rezende, 21, na Rua Oscar Freire, em São Paulo, se mostra homicida e homofóbico em uma de suas páginas pessoais na internet, informou a Polícia Civil nesta sexta-feira (26). O suspeito de 21 anos teve a prisão temporária decretada pela Justiça a pedido da polícia e é procurado desde terça-feira (23) por suposto envolvimento no crime. Um retrato falado foi divulgado. Para a investigação, as vítimas foram esfaqueadas e mortas durante a madrugada. O jovem estava hospedado no apartamento de Bozola, que, segundo testemunhas, é homossexual. De acordo com o Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), o agressor se desentendeu e brigou com o proprietário e o outro hóspede, Rezende.
O motivo ainda é investigado, mas pode estar relacionado ao tempo de permanência do suspeito no imóvel. O jovem mora em Igarapava, cidade onde conheceu Bozola. Na fuga, ele levou o carro do analista, um Honda Civic prata, que ainda não foi localizado.
Segundo Marcelo Rodrigues Alves Caleiro, delegado seccional de Franca, no interior de São Paulo, que também procura o suspeito, o hóspede fugitivo escreveu mensagens de cunho agressivo e ofensivo a homossexuais em sua página pessoal no Twitter.
No dia 14 de julho, o suspeito publicou: “Acordei com vontade de cometer um crime, o de pena mais longa!”. Além disso, postou em 26 de junho "Na duvida, soca a porrada que resolve!” e "sou muito vingativo e jogo sujo se necessário. A vida me fez assim”, em 12 de julho. No dia 3 de agosto, postou: “To com vontade de agredir alguém! Candidatos?” (3 de agosto).
Em 28 de julho, escreveu: “Ainda bem que homofobia ainda nao é crime kakaka”. No mesmo dia, também falou: “Eu nao sou gay, sou um espião! Hahaha” e “estou infiltrado no mundo gay!”.
O perfil social do suspeito no Orkut também foi analisado e mostra que ele gosta de futebol e é fã da banda de rock Metallica. “Pelos perfis sociais dele, ele tem um perfil homofóbico e homicida. Vamos investigar isso também”, disse o delegado seccional Caleiro. Policiais civis de Franca e região estão colaborando com a equipe F Sul do DHPP, na tentativa de capturar e prender o investigado.
Nesta sexta, o delegado Mauro Gomes Dias, da equipe F Sul, foi de São Paulo à região de Franca, onde o suspeito pode estar escondido.
Indagado se existe a possibilidade de o jovem se entregar, o delegado seccional de Franca afirmou que um advogado do suspeito que mora em Igarapava entrou em contato com a polícia. Ele falou que seu cliente ia se entregar, mas depois voltou atrás e afirmou que largou o caso porque o jovem se recusava a se apresentar, segundo Caleiro, que não informou o nome do defensor do suspeito.
O homem apontado como o assassino mora com a mãe em Igarapava. “A mulher foi ouvida, mas disse não saber onde o filho está. O jovem não tem passagem pela polícia, mas a mulher já respondeu por lesão corporal, sendo inocentada”, disse o seccional.
Segundo a polícia, as vítimas e o assassino tinham ido a uma pizzaria e a uma boate gay no fim de semana antes do crime em São Paulo. Câmeras de segurança gravaram os três, que estavam acompanhados de outras pessoas.
Na terça pela manhã, uma empregada de Bozola encontrou as vítimas dentro do apartamento dele, na Rua Oscar Freire, nos Jardins. De acordo com a investigação, o analista e o modelo foram achados com perfurações. Duas facas foram apreendidas pela perícia da Polícia Técnico-Científica para análise.
O assassino pode ter dopado as vítimas com remédio para dormir. A atual namorada de Rezende e sua ex haviam dito que ele afirmou pela internet e por telefone estar meio "grogue" horas antes do crime. Para tentar despistar a investigação, o agressor usou sangue para escrever nas paredes do imóvel as iniciais de uma facção criminosa que age no Rio de Janeiro, segundo a polícia.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Dignidade já! Proposta para incluir a orientação sexual à Carta Magna, e Estatuto da Diversidade Sexual foram apresentados nesta terça-feira, 23.


A proposta de emenda constitucional (PEC) para incluir a orientação sexual à Carta Magna, e Estatuto da Diversidade Sexual foram apresentados nesta terça-feira (23) ao presidente do Senado, José Sarney.
As propostas foram apresentada por membros da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT e da Comissão da Diversidade Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
A PEC prevê modificações na constituição com o objetivo de inserir a proibição da discriminação por orientação sexual, e para modificar a licença-maternidade para licença-natalidade.
A intenção é que a licença seja de 180 dias para o casal, ao invés de quatro meses para a mulher, e cinco dias para o homem.
Já o projeto do Estatuto foi feito por uma comissão da OAB que deverá englobar todos os projetos de lei que tratam de direitos dos homossexuais.
Formulado nos moldes de outros estatutos como o da Criança e do Adolescente, o estatuto inclui projetos de lei já consolidados como o do direito à dependência nos planos de saúde e o da união civil.
A OAB pretende, com isso, criar um marco legal de defesa de direitos de cidadãos homossexuais, criminalizar a homofobia e sugerir políticas públicas de inclusão.
Ao conduzir a cerimônia de entrega do Estatuto, o presidente nacional da OAB, Ophir Cavalcante, destacou que a proposta representa mais um marco na história da entidade dos advogados na defesa da dignidade do ser humano. "Este é um momento de muita alegria e de muita responsabilidade para todos nós; independentemente de sermos homens, mulheres, homossexuais, gays ou lésbicas, somos seres humanos e contribuintes que recolhemos nossos impostos, trabalhando de sol a sol para que o Brasil possa melhorar e, por isso mesmo, exigimos igualdade", afirmou.
O deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) diz que o objetivo é esclarecer à sociedade sobre as diferenças entre direitos civis e o reconhecimento religioso.
A elaboradora das propostas, Maria Berenice Dias, aposta na aprovação do projeto.“Já temos a decisão do Supremo reconhecendo a união civil entre homossexuais. Ou o legislador faz o dever de casa, ou vai perder espaço”, disse.
A PEC está prevista para ser apresentada pelo Senado, uma vez que os parlamentares acreditam que a Casa terá menos resistência ao projeto.
Da cerimônia de entrega do anteprojeto participaram também a secretária-geral adjunta do Conselho Federal da OAB, Márcia Machado Melaré; a presidente da Comissão Especial da Diversidade Sexual da entidade e coordenadora da elaboração do Estatuto, Maria Berenice Dias; a deputada federal Érika Kokay (PT-DF); a representante da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, Nadine Borges; a presidente da Comissão de Diversidade Sexual da OAB de São Paulo, Adriana Galvão, e o presidente da Associação Brasileira GLBT, Toni Reis; além de representantes de diversas entidades da sociedade civil e movimentos de defesa da diversidade sexual.
O projeto de lei do estatuto da Diversidade Sexual deverá passar pelo recolhimento de assinaturas para dar entrada no Congresso Nacional.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Policiais gays e lésbicas formam rede para lutar contra homofobia, e já conta com 50 integrantes.


Breno é gay e atua como agente penitenciário em Campinas.Breno é gay e atua como agente penitenciário em Campinas.


Policiais, agentes penitenciários, vigilantes ou outros profissionais que atuam na área de segurança pública e que assumiram publicamente a homossexualidade, resolveram unir-se para lutar contra a homofobia. Para isso, criaram a Rede Nacional de Operadores de Segurança Pública LGBT (Renosp-LGBT), que hoje conta com 50 integrantes.
São delegados, policiais civis e militares, bombeiros, guardas e agentes prisionais que passaram a não mais esconder a opção dos colegas de trabalho e a lutar contra o preconceito a gays, lésbicas, travestis e bissexuais no meio em que atuam.
Um dos integrantes, o agente penitenciário Breno Agnes Queiroz, de 26 anos, conta que o grupo foi formado durante um evento no Rio de Janeiro, em novembro de 2010, que reuniu operadores de segurança pública do país para discutir formas de lidar com a população LGBT.
O seminário era para fazer algo para a segurança pública da população, mas aproveitamos que alguns de nós éramos homossexuais para nos reunirmos e defendermos nossos interesses, afirma Breno, que tem o apoio dos colegas do presídio em que trabalha em Campinas, no interior de São Paulo.
Sempre tem gente achando que vamos nos aproveitar da situação, por ser homossexual, na hora da revista de algum detento. Eles acham que tem que ser macho para colocar autoridade. Mas nossa presidente é uma mulher e sabe liderar. Há muita homofobia no meio policial, diz.
O agente declara que “há uma homofobia institucional velada ou latente, que pode se manifestar de várias formas”. Para ele, o preconceito, porém, não é da corporação, e sim, “das pessoas” que convivem com os policiais assumidamente gays ou lésbicas.
Eu tive que trabalhar muito a conscientização dos meus colegas. Tive que mostrar que não sou nada diferente, que não há motivos de me impedir de fazer um tipo ou outro de serviço. Sabemos separar a opção sexual do trabalho, afirma.

Maicon é policial rodoviário federal em Pelotas, no Rio Grande do Sul.Maicon é policial rodoviário federal em Pelotas, no Rio Grande do Sul.


Preconceito institucional

Casado há 13 anos com um guarda de trânsito de Porto Alegre, o policial rodoviário federal Maicon Nachtigall, de 33 anos, reclama que tem que lutar diariamente contra o que chama de “preconceito institucional”. Ele acredita que é discriminado por ser homossexual.
Sou um dos policiais que mais se destaca no relacionamento com a comunidade e em trabalhos sociais na minha região e nunca consegui uma promoção por merecimento. O fato de ser gay me impede de competir e vencer com os outros da mesma forma, afirma.
Breno e Maicon concordam sobre a falta de uma política pública nacional sobre o tema, afirmando que tiveram que brigar individualmente para garantir o respeito nas corporações principalmente para integrantes da Polícia Militar, onde o militarismo impede que assumam suas opções sexuais sem ter medo de repreensão de superiores ou de homofobia.
Ainda não há uma política interestadual. O que fazemos são trabalhos isolados, em cada estado, em cada polícia. Conheço muitos gays na Polícia Federal, na Polícia Civil e na Polícia Militar aqui no estado que não assumem, por medo. Ser gay ainda é um desafio nessas corporações, afirma Maicon, que atua em Pelotas, no Rio Grande do Sul.
‘Não precisa usar placa
Policial civil há 11 anos no Mato Grosso do Sul, Joana (nome fictício) escondeu dos colegas policiais durante 5 anos o relacionamento que tinha com outra mulher, com quem morava. Tudo mudou quando uma escrivã lhe perguntou por que fazia isso.
Sofri muito com a minha história, tinha muito medo, não me expunha. Quando ia para festas da polícia, ela me largava na esquina, não entrava comigo. Descobri que não precisa fazer isso. Se estou com ela, por que esconder?, questiona Joana.
Não precisa dizer abertamente, usar placa, mas também não precisa esconder, diz ela, que atua em uma delegacia da mulher.
Joana já viveu situações de homofobia no trabalho, mas lidou com elas. Têm mulheres que vão me procurar porque foram agredidas pelo marido, dizendo que ouviram deles frases tipo: ‘Pode ir procurar aquela delegada sapatão’. Os agressores às vezes usam isso para me atingir, mas sei lidar com as situações, afirma.
Eu não posso levantar bandeiras, porque lido com a população e preciso me preservar e porque ainda há um certo receio e preconceito. Mas tomei a decisão de não esconder mais dentro da polícia para encorajar outras pessoas, acrescenta ela.

Policiais e agentes de segurança LGBT formaram a rede em 2010.Policiais e agentes de segurança LGBT formaram a rede em 2010.


Opção sexual na polícia

A Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo informou que "não há nenhum preconceito com relação a funcionários LGBT e nem presos" e que a pasta integra um comitê interestadual de defesa da diversidade sexual, da qual fazem parte servidores da secretaria e que tem por objetivo definir diretrizes de combate à homofobia.
Em nota, a Polícia Militar de São Paulo diz que "é uma Instituição legalista e comprometida com a dignidade da pessoa humana" e que "não há discriminação quanto à origem de seus integrantes quanto à raça, cor, religião, sexo, orientação sexual ou identidade de gênero". A corporação diz que a postura do policial, quando em serviço, é a mesma exigida para qualquer pessoa que integre a PM.

Já a assessoria de imprensa da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul afirmou em nota "não possuir qualquer dispositivo para impedir ou dificultar o acesso de pessoas LGBT à seus quadros". Segundo a Polícia Civil do MS, "a filosofia institucional é de que a opção sexual é de caráter personalíssimo e só se torna impedimento se motivar crime ou irregularidade administrativa prevista em lei".
Ministério da Justiça
A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça informou, em nota, que a Renosp-LGBT foi criada em 2010 no "I Seminário Nacional de Segurança Pública para LGBT: Pela Defesa da Dignidade Humana", promovido pela Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça.
Depois do seminário, a Renosp-LGBT foi convidada para participar das discussões do Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia. Trata-se de uma instância dentro do Ministério da Justiça, que reúne representantes de diversas áreas com o objetivo de fomentar políticas públicas de combate e prevenção à homofobia em todo o Brasil.
Ainda no âmbito dos direitos LGBT, o Ministério da Justiça elaborou, em 2010, a Cartilha de Atuação Policial na Proteção dos Direitos Humanos de Pessoas em Situação de Vulnerabilidade. De iniciativa da Secretaria Nacional de Segurança Pública do próprio ministério, o objetivo da publicação é aprimorar as políticas públicas de proteção e promoção dos direitos humanos e a redemocratização dos organismos policiais. Até o fim do ano passado, foram capacitados cerca de 170 mil policiais em vários temas dos direitos humanos, entre eles os direitos LGBT.

Raika Bitencourt - Miss Brasil Gay 2011

Aconteceu no ultimo dia 20 o tradicional concurso Miss Brasil Gay, em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Essa foi a 35ª edição do concurso e trouxe 25 candidatas de diversos estados brasileiros. Este ano, o Miss Brasil Gay homenageou as DZI Croquetes, grupo símbolo da contracultura nos anos 70 que lutava contra o preconceito em plena ditadura militar.


Raika Bitencourt, candidata do Piauí, foi eleita Miss Brasil Gay 2011 na noite de sábado (20) em Juiz de Fora (MG).
O concurso, que está na sua 35ª edição, contou com representantes de 24 Estados e do Distrito Federal. A representante do Piauí venceu também as categorias traje típico e de gala. Ela recebeu a faixa de Miss Brasil Gay 2011 das mãos de Carol Zwick, vencedora da edição de 2010, e levou um prêmio de R$ 2 mil.