segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Pai - Contar ou Não

Dizem que mãe sempre sabe... Mas fala sério: o grande pânico da galera é mesmo o pai saber – principalmente quanto aos meninos. Afinal, o pai é o macho da casa, jantando ali na mesma mesa, do seu lado. Como falar com o cara que vive te perguntando das namoradinhas, que te pergunta por que você não está jogando bola, que na verdade nada disso te interessa e é o seu melhor amigo da classe que te faz suspirar apaixonado pelos cantos??
         Complicado.
         A grande questão de se abrir ou não esbarra sempre no medo de ir de encontro ao que os pais querem. Mas isso só acontece porque pais e mães têm sonhos para o futuro dos filhos e todo mundo, por medo de contrariar esses sonhos, acaba se enrustindo, ficando no armário, tremendo de medo de sair e pagar pra ver o que acontece.
         Agora, cá entre nós: No quê que isso vai te ajudar? Só vai fazer com que seus pais continuem achando que nada acontece e imaginando que você vai casar na igreja, ter filhos, etc – sem saber do auê que está a sua cabeça.
         Pelo menos seu pai, porque mãe sempre sabe...
         Contar ao pai meio que define de uma vez por todas a saída do armário. É normal escutar coisas do tipo “Minha mãe sabe, mas meu pai não pode nem imaginar!”, frase que vem acompanhada quase sempre de “ele me mata”, “me expulsa de casa”, “corta minha internet/minha grana/minha liberdade”. Não é raro o pai ser sempre o último a saber – o meu foi.
         E quer saber? Ele ficou mais revoltado de ter sido o último a saber do que pelo fato de eu ser gay.
         Sério! “Por que você não me contou antes?”, ele me disse. Mesmo assim, meu pai levou super na boa – a primeira coisa que ele perguntou era se beijar um cara com barba por fazer arranhava ou não! Depois perguntou se eu era “gay de dar ou gay de comer”, mas isso já é outra história...

         Sabe o que aconteceu depois? Meu pai simplesmente mudou seus sonhos ao meu respeito. Quando ele conheceu meu namorado, chegou no ouvido dele e pediu pra ele cuidar direitinho de mim... E diz que ainda espera que eu lhe dê um neto homem (ele tem duas netas já) – da forma que eu achar melhor, seja adotando, clonando ou de alguma outra forma que a ciência ainda não descobriu.
         Qual a conclusão desse texto? Posso resumir: “A mentira não tem nada a ver. Só atrapalha o seu meio de campo, o da sua vida e o de sua família”. Abrir o jogo pros seus pais acaba com toda essa mentira que somos obrigados a viver ‘as vezes, dentro de nossas próprias casas, e faz com que os pais conheçam realmente o filho que têm – e quanto mais cedo isso rola, mais tempo eles têm para aceitar e se adaptar ao que está no ar.
         Pelo menos o pai – porque mãe sempre sabe...


Fonte: http://mapha25.sites.uol.com.br/flash-contarounao.htm


domingo, 7 de agosto de 2011

Natal/RN: Parada Gay será no dia 14 de agosto


A mobilização da Parada Gay em Natal já está com a programação pronta: o desfile será no próximo dia 14 de agosto, começando na Avenida Roberto Freire em direção ao espaço cultural da árvore de Mirassol, onde o evento cultural terá foco no palco montado e na tenda eletrônica.

A concentração do desfile começa as 15 horas, nas imediações do supermercado Extra e deve atrair este ano mais de 100 mil pessoas. De acordo com a organizadora da 12ª Parada Gay de Natal, Érica Maia, este ano o foco da mobilização será a criminalização da homofobia e o Projeto de Lei Complementar - PLC 122.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Violência gratuita! Jovem de 23 anos diz ter sido confundido com homossexual, e foi agredido por um grupo de rapazes.


Leonardo foi confundido com homossexual e sofreu agressão.Leonardo foi confundido com homossexual e sofreu agressão.




Um jovem foi agredido por um grupo de rapazes, no fim da manhã desta quinta-feira (4), na avenida Gomes Freire, no centro do Rio. Para a polícia, ele relatou que os agressores acharam que ele fosse homossexual.
Leonardo Freitas da Silva, de 23 anos, procurou a delegacia da Mem de Sá (5ª DP) e, como estava muito machucado, foi orientado a procurar atendimento em um hospital antes de registrar a denúncia. A vítima foi levada para o Hospital Souza Aguiar, também no Centro, para fazer curativos
A polícia ainda não tem pistas dos agressores.
No último dia 19, pai e filho foram espancados no interior de São Paulo após terem sido confundidos com um casal gay.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Vereadores de São Luiz acusam pastor Silas Malafaia de homofóbico e impedem homenagem.

O pastor Silas Malafaia foi impedido de receber homenagem.


MARANHÃO - Na pauta da Câmara Municipal de São Luiz (MA) para ser votado hoje a tarde, um Decreto Legislativo, de iniciativa da vereadora Rose Sales (PCdoB), visava conceder o "Título de Cidadão de São Luiz" para o pastor Silas Malafaia. Mas, um bloco de vereadores liderados pelo PDT pediu vistas de 72h, ou seja, contestaram o decreto.
O vereador Ivaldo Rodrigues (PDT), líder do governo na Câmara, disse que era necessário analisar a projeto. Segundo ele, conceder tal homenagem "ao pastor Silas Malafaia é um total desrespeito à dignidade humana".
Rodrigues afirmou ainda que Malafaia é hoje "uma persona non grata à comunidade gay", já que utiliza um programa na televisão para fazer ataques sistemáticos à comunidade LGBT. O vereador também alegou que o projeto da vereadora carece de um parecer técnico e "não há nenhuma justificativa" para se homenagear o pastor em questão.
A respeito das intenções da vereadora Rose Sales em querer prestar uma homenagem a Silas Malafaia, Ivaldo Rodrigues acredita que ela deseja "ganhar os holofotes da mídia". No entanto, a vereadora rebateu as acusações afirmando que "é serva do senhor" e que Malafaia não é homofóbico. O vereador Chico Viana (PSDB) também se posicionou contra a medida e lembrou que recentemente a Câmara aprovou um Projeto de Lei que atua contra a discriminação por orientação sexual.
O Decreto Legislativo que prevê o Título de Cidadão ao pastor Silas Malafaia deve voltar para apreciação na semana que vem.

Homofobia na tela! Personagem gay Gilvan será assassinado nesta quinta-feira, em Insensato Coração.

Gilvan é pego de surpresa pela gangue de Vinícius.
Vinícius (Thiago Martins) já mostrou mais de uma vez ser descontrolado e violento, mas provavelmente ninguém imagina do que ele é capaz. Ele se vai tornar um assassino, e a vítima será Gilvan (Miguel Roncato), o jovem protegido de Sueli (Louise Cardoso).
Após o ataque de vândalos ao quiosque, Gilvan resolve fazer uma surpresa para a chefe, enfeitando o local com bandeirinhas, sem que ela veja, durante a noite. Justo no momento em que está distraído com o trabalho, ele não percebe a aproximação de seis tipos suspeitos.
Ao se dar conta, está cercado pela gangue: "Que vocês estão querendo aqui?".
"Te ensinar a ser homem", responde Vinícius. Os outros arruaceiros aos poucos se revelam: Marcos (Marcio Alvarez), Lucas (Cristiano Ximenes), Zé Paulo (Daniel Marques) e dois outros sujeitos mal-encarados. Todos começam a empurrar e bater em Gilvan, que tenta se defender como pode.
Mas Vinícius consegue dominá-lo com uma gravata e jogá-lo dentro do quiosque. Desesperado, Gilvan crava as unhas no braço de Vinícius, deixando arranhões profundos. O mau-caráter se irrita e agride ainda mais o garoto. Os outros se assustam e fogem correndo. Logo depois, os gritos de Gilvan silenciam. Vinícius sai do quiosque com uma expressão dura, mudo. E simplesmente vai embora, sem olhar para trás.
Essa cena vai ao ar nesta quinta-feira, 04/08.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

JEAN WYLLYS - Chegará o dia em que não haverá mais "casamento homossexual", porque o preconceito, razão da oposição semântica, terá sido superado


Como deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro, mas também como cidadão
homossexual e ativista de direitos humanos, estou propondo ao Congresso
Nacional a aprovação de uma proposta de emenda constitucional (PEC) para
garantir o direito ao casamento civil a todas as pessoas, sejam elas gays,
lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais ou heterossexuais.
Quer dizer, os mesmos direitos com os mesmos nomes, porque a nossa
Constituição Federal diz que todas as pessoas são iguais perante a lei e não
devem sofrer discriminação (arts. 3º e 5º).
Esses princípios, além de fazerem parte do nosso texto constitucional, são
lei para todos os países que assinaram a Declaração Universal dos Direitos
Humanos, estabelecida nos artigos 1º e 7º.
O princípio da igualdade e o direito a não sofrer discriminação são
reconhecidos também na Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem
(art. 2º), no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (arts. 2º
e 26), na Convenção Americana sobre Direitos Humanos (art. 1º) e no Pacto
Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (art. 2º),
entre outros instrumentos de direito internacional.
Isso deveria bastar para que a discussão sobre o casamento igualitário
terminasse aqui, mas, como disse George Orwell em "A Revolução dos Bichos",
"Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros".
Na vida real, é isso mesmo que acontece com as pessoas.
A história registra muitos exemplos de debates sociais semelhantes. "Mulher
votando? Mulher, quem sabe, Chefe da Nação?", perguntava-se Drummond na
década de 1920, em poesia dedicada a Mietta Santiago. A primeira pergunta do
poeta foi respondida com a promulgação do Código Eleitoral de 1932, que deu
às mulheres o voto.
A segunda demoraria quase cem anos: a eleição, em 2010, da primeira mulher
presidenta da República. Estamos falando de uma forma de discriminação do
mesmo tipo que a exclusão das mulheres do direito ao voto, a proibição do
casamento inter-racial, a segregação de brancos e negros e a perseguição
contra os judeus.
Da mesma maneira que hoje não há mais "voto feminino" nem o "casamento
inter-racial", chegará o dia em que não haverá mais "casamento homossexual",
porque a distinção resultará tão irrelevante como resultam hoje as
anteriores e o preconceito que explicava a oposição semântica terá sido
superado.
De fato, nos países em que o casamento homossexual chegou mais cedo, a
lembrança das épocas em que era proibido resulta cada dia mais estranha e
incompreensível para as novas gerações. A lei também serve para educar.
Acredito que a minha PEC seja a resposta mais adequada do Poder Legislativo
à sentença do nosso Supremo Tribunal Federal, que recentemente decidiu que
os casais formados por pessoas do mesmo sexo devem ter reconhecidos todos os
direitos que a Constituição Federal garante às uniões estáveis.
Sabemos que um desses direitos, conforme o art. 226, parágrafo 2º, é o
casamento civil. O Legislativo não pode continuar se omitindo!
É a vez do Brasil!****
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*JEAN WYLLYS*, mestre em letras e linguística, professor universitário,
jornalista e escritor, é deputado federal pelo PSOL-RJ e coordena a Frente
Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, junto com a senadora Marta Suplicy
(PT-SP).

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Menos hipocrisia, mais felicidade! Primeiro senador gay casado é empossado.

Osvaldo López toma posse como senador na Argentina (27/07).


ARGENTINA - O advogado argentino Osvaldo López, de 39 anos, empossado no cargo de senador
na semana passada, é o primeiro parlamentar da Argentina assumidamente gay e casado com uma pessoa do mesmo sexo. Seu casamento se tornou possível após a legalização, há um ano, de uniões entre pessoas do mesmo sexo no país.
Em seguida à posse, López disse à imprensa local que espera que "os políticos tenham coragem de assumir sua homossexualidade". À BBC Brasil, ele acrescentou que "o mundo seria menos hipócrita e mais feliz" se todos assumissem sua "homossexualidade e identidade".
Viveríamos em uma sociedade mais feliz e pacífica. Quanto mais livres pudermos ser, mais honesta será a construção da identidade coletiva e mais leis teremos vinculadas a essa realidade, opinou.
López era deputado na província de Terra do Fogo, no extremo sul da Argentina, e suplente do senador José Carlos Martínez, que morreu em junho num acidente de trânsito. Ele vai completar os dois anos e meio do mandato restante de Martínez.
López, do partido Novo Encontro (que diz apoiar o governo, mas em "algumas questões"), contou que morava com seu companheiro Javier desde 2005 e que se casaram assim que foi aprovada a lei nacional que autorizou o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Até meados de julho, segundo a Federação Argentina de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (FALGBT), foram realizadas no país quase 3 mil uniões homossexuais.
No dia seguinte à sua posse no Senado, López se reuniu com representantes de diferentes ONGs que defendem a ampliação dos direitos dos casais homossexuais. Está em vigor no país, por exemplo, uma lei que define como delito a discriminação racial, e querem que seja incluída no texto a questão de gênero e liberdade sexual, afirmou.
Outra demanda das organizações é permitir a mudança dos nomes no documento de identidade, a partir da nova orientação sexual.
Para López, estar no Senado será a oportunidade de "ser parte dos avanços pela igualdade dos direitos civis". Ele acrescenta que a "vida intima não impede que se possa trabalhar pelos direitos da classe trabalhadora em geral".
O senador, nascido na província de Santa Fé, no centro do país, disse que quer ser uma voz no Senado em defesa de "políticas públicas" que gerem também "mais justiça social" no país. Como ex-advogado sindical, disse que quer apoiar também os trabalhadores argentinos que na crise de 2001 passaram a recuperar fábricas que tinham quebrado.
O presidente da Comunidade Homossexual Argentina (CHA), César Cigliutti, afirmou que a posse de López é "uma boa notícia" porque representa "um grande avanço" no combate à discriminação.
É muito bom que isso ocorra em âmbitos fechados, como a política. Na hora da identidade, é muito importante dizer quem você é, com nome e sobrenome, e lutar e dizer com orgulho a questão de gênero, disse Cigliutti.