terça-feira, 5 de junho de 2012

Parentes de gays devem apoiá-los contra homofobia, pede campanha



Essa entra para as propagandas que nos fazem arrepiar! Comercial realizado pela ONG chilena Movilh mostra cena de discriminação contra gay no vestiário. A peça divulga a parada do orgulho arco-íris da capital do país.

Uma dupla de homens não deixa um homossexual tomar banho na mesma área que eles xingando-o de “maraco”, nome bem depreciativo para gays no Chile.

De repente, o homossexual recebe alguns apoios inesperados… Dê play e surpreenda-se!


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Homofobia: Quatro homens serão enforcados no Irã por "sodomia"

O Irã sentenciou judicialmente quatro homens da cidade de Choram, na Província Kohgiluyeh e Boyer-Ahmad, à morte por enforcamento sob a acusação de "sodomia".
Saadat Arefi, Vahid Akbari, Javid Akbari e Houshmand Akbari, receberam recentemente a sentença dada pelos juízes da alta corte da cidade e serão enforcados por sodomia, de acordo com a "sharia"  - conjunto de leis que regem a vida do muçulmano -, segundo relatório da "Human Rights Activist News Agency" (HRANA) no Irã.
Mehri Jafari, advogado do Human Rights com base no Irã, disse: "Eu estou horrorizado e entristecido por ter ouvido a notícia sobre esses quatro homens. Não só no que diz respeito à execução, que está prestes a acontecer, mas pelo fato de estar além do nosso controle."
"Há duas questões importantes neste caso, o local da alegada ocorrência  e a interpretação da Sharia. Kohgiluyeh e Boyer Ahmad, no sudoeste do país, é uma das províncias mais subdesenvolvidas no Irã e é óbvio que a falta de acesso a advogados e a um julgamento justo pode ser considerado um problema sério neste caso. Após o anúncio é muito provável que a execução seja realizada em breve, e a localização remota torna difícil de se exercer qualquer influência sobre o processo.", acrescentou Mehri.
Mehri ainda declarou: "Eu espero que as organizações internacionais ajam de forma rápida e eficaz sobre este caso específico."
Para Gorji Marzban, presidente da "Oriental Queer Organization" (ORQOA), "a recente sentença de morte dos quatro iranianos é uma realidade chocante e demonstra a discrepância entre a percepção ocidental e a islâmica da homossexualidade. A retórica do anúncio faz a ligação da atividade sexual entre pessoas do mesmo sexo, ou sodomia, com os castigos corporais. No mês passado, as autoridades iranianas enforcaram um jovem e as notícias das agências e autoridades locais foram, intencionalmente, pouco claras sobre o motivo da pena de morte. No caso destes quatro homens, o texto é claro, e atribui o enforcamento à sodomia. [...] A criminalização das relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo no Irã, decorre da sua relação com a Sharia e o patriarcado. Este é um sinal de alerta não só para a população gay do Irã, mas também para todos os tipos de gênero, inclusive os heterossexuais que têm relações sexuais fora do casamento. [...] A pena de morte não foi capaz de erradicar a homossexualidade do Irã, mas ela foi bem-sucedida na questão de forçar as pessoas a permanecerem trancadas nos armários. Mais cedo ou mais tarde toda a comunidade islâmica será obrigada a integrar pessoas marginalizadas. Acreditamos que os iranianos devem ter igualdade de gênero e de direitos."
Segundo a Human Rights: "Não se pode negar que, o Irã está condenando à morte as minorias sexuais, que praticam sexo consensual, da mesma forma que condenam os que tenham cometido estupro."
A questão da pena de morte, para atos sexuais entre pessoas do mesmo sexo, fica ainda mais agravada pelo fato de que o código penal iraniano não faz distinção entre estupro e atos homossexuais. Além disso, em muitos casos, nem sempre fica claro se o acusado realmente cometeu um ato sexual ou é uma mera acusação baseada em alguma disputa. 

Conheço um monte de homofóbicos que adoraria implementar algo parecido com a Sharia aqui no Brasil, alguém duvida? 

sábado, 31 de março de 2012

Governo assina compromisso sul-americano para LGBT, mas ninguém soube!




Foi aprovada nesta quinta-feira (29), durante a 21ª Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos e Chancelarias do Mercosul e Estados Associados (Raadh), em Buenos Aires, uma declaração conjunta de repúdio a todos os atos de violência contra a população LGBT. A proposta foi feita pela ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR). Na declaração, os Estados assumem a responsabilidade de adotar, dentro dos parâmetros das instituições jurídicas de cada país, “políticas públicas contra a discriminação de pessoas em razão de sua orientação sexual e identidade de gênero”. O texto sugere ainda a criação, no âmbito da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, de uma Unidade para os Direitos LGTB. Leia abaixo a íntegra da declaração: 
Declaração da RAADH sobre os direitos da População LGBT
Visto
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, a Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem, o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticosm, o Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, a Convenção Americana de Direitos Humanos, o Protocolo Adicional à Convenção Americana sobre Direitos Humanos em Matéria de Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (San Salvador); A Declaração sobre a Orientação Sexual e Identidade de Gênero das Nações Unidas de 2008, a Declaração do Mercosul sobre os Direitos das Minorias Sexuais, 2007 ;
Considerando-se

Que os atos de violência e outras violações dos direitos humanos contra pessoas por causa da orientação sexual e identidade de gênero, são de grande preocupação;

Que o direito de viver livre de violência inclui, entre outros, o direito de estar livre de todas as formas de discriminação;
Só a erradicação da discriminação garante uma vida decente, o gozo e exercício pleno de todos os direitos, e a vigência do Estado Democrático de Direito;
O estabelecimento, pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos, da Unidade para os Direitos das lésbicas, gays e transexuais, bissexuais e intersexuais (LGBTI);
Declara
Seu compromisso com a adoção, dentro dos parâmetros das instituições jurídicas de direito interno, de políticas públicas contra a discriminação contra as pessoas por causa da orientação sexual e identidade de gênero.
Sua condenação quanto à discriminação contra pessoas em razão da orientação sexual e identidade de gênero e insta os Estados a eliminar as barreiras enfrentadas lésbicas, gays, bisexuais, travestis, transexuais e intersexuais no acesso aos direitos;
Sua rejeição à violência e violações dos direitos humanos contra as pessoas LGBTI e insta os Estados a prevenir, investigar e garantir que as vítimas recebam a proteção judicial devida em condições de igualdade;
21ª Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos e Chancelarias do Mercosul e Estados Associados (Raadh)


Fonte: Secretária de Direitos Humanos

quinta-feira, 1 de março de 2012

Ministra sofre ataques de fundamentalistas religiosos

 

Eleonora Menicucci, 67 anos, Empossada no dia 10 de Fevereiro como secretária de Políticas para Mulheres, cargo com status de ministério, é abertamente favorável ao aborto e aos direitos civis dos cidadãos LGBTs, o que tem provocado a ira dos fundamentalistas cristãos. A Ministra tem sido violentamente atacada pelos fanáticos religiosos, que como sempre, não aceitam pessoas que não sigam suas cartilhas.

Um dos que que atacaram Eleonora foi dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo emérito de Guarulhos, para ele "a nova ministra, segundo a imprensa, já fez dois abortos. Se realmente fez, matou dois seres humanos. Uma mulher que mata dois inocentes é uma pessoa insensível, que usará de todos os meios para obter sucesso na defesa do aborto", declarou.

Eleonora é amiga íntima da presidente Dilma Rousseff, que, segundo Bergonzini, em outros momentos, também se mostrou favorável ao aborto. O bispo teme que essa proximidade de ideias venha a gerar nova discussão sobre o tema.

"Sabíamos que Dilma era a favor do aborto. Nas eleições, para ganhar os votos dos cristãos, ela declarou que nada faria para modificar a legislação do aborto.  Mas ela não disse nada sobre fazer a modificação das leis do aborto por terceiras pessoas. Usando, por exemplo,  os deputados de seu partido e da base aliada. Haverá, sim, uma longa batalha sobre o aborto e nós estamos preparados para ela", analisou Bergonzini.

Outro que atacou covardemente a Ministra foi o nosso já conhecido deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). O deputado chamou Eleonora de "sodoministra" no Twitter. "A nomeação da abortista [para o cargo de] sodoministra foi um desastre para a imagem do governo. Lamentável mesmo!" [...] "Quando a gente lê várias declarações dessa nova ministra, ela está no lugar e na época errada, devia estar em Sodoma e Gomorra." Declarou Eduardo Cunha.

A ministra Eleonora Menicucci é graduada em ciências sociais pela Universidade Federal de Minas Gerais, é professora titular da UNIFESP de "Saúde Coletiva", com ênfase na mulher e é filiada ao PT. "Minha luta pelos direitos reprodutivos e sexuais das mulheres e a minha luta para que nenhuma mulher neste país morra por morte materna só me fortalece", disse Eleonora a Folha de São Paulo. Já para a revista TPM, publicada antes de ser empossada, a nova Ministra declarou que, "me relaciono com homens e mulheres e tenho muito orgulho de minha filha, que é gay, e teve uma filha por inseminação artificial".

Eleonora, que é exguerrilheira, ficou presa de 1971 a 1973. "Naquela época, era prioritariamente a luta contra a ditadura. O feminismo veio depois, já na prisão". Na época da prisão a atual Ministra militava no POC (Partido Operário Comunista). Ela contou que a filha Maria, que tinha 1 anos e dez meses, foi torturada na sua frente nas dependências da OBAN (Operação Bandeirantes), em São Paulo. Depois disso Eleonora ficou 52 dias sem ter notícias do bebê. "As torturas, minha e de minha filha, me mostraram a olho nu a crua e nua dimensão do terror instalado no nosso país e paradoxalmente a nossa impotência diante dele. Ali me transformei em feminista." Declarou a revista científica "Labrys", em 2009.

A coragem e determinação da Ministra ficam evidentes após a seguinte declaração: "imagine se vou ter medo de defender as minhas ideias depois de ter passado pelas mãos dos militares."


É sempre assim, toda vez que alguém, corajosamente, vai de encontro aos mandamentos e crenças arcaicas dos fundamentalistas religiosos, é violenta e covardemente atacado. A má notícia é que, esses fanáticos de merda continuam infestando o meio político nacional. A boa, é que mais e mais pessoas, como Eleonora Menicucci, tem tido a coragem de enfrentá-los. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Jean Wyllys se posiciona contra projeto da bancada evangélica que busca legalizar a "cura gay"

A intolerância dos fundamentalistas da bancada evangélica se mostra cada vez mais ameaçadora e passível de qualquer manobra para desviar a atenção da sociedade de sua cortina de fumaças. Desta vez é o Projeto de Decreto de Lei (PDL) do deputado João Campos (PSDB/GO), líder da Frente Parlamentar Evangélica, que busca sustar a aplicação do parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.

Não bastasse a inconstitucionalidade do projeto, que contraria os princípios fundamentais da Constituição Federal de 1988, a proposta vai contra todos os tratados internacionais de Direitos Humanos que têm como objetivo fundamental o direito à saúde, a não discriminação e a dignidade da pessoa humana, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos, o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, a Convenção Americana sobre Direitos Humanos  e o Pacto Internacional dos Direitos Econômicos, Sociais e Culturais, entre outros.
Com essa proposta, que busca legalizar a "cura gay", o deputado, por convicções puramente religiosas, se considera no direito não só de ir contra os direitos humanos de milhões de cidadãos e cidadãs brasileiras, mas também de desconstruir um ponto pacífico entre toda uma comunidade científica: nem a homossexualidade, nem a heterossexualidade, e nem a bissexualidade são doenças, e sim uma forma natural de desenvolvimento sexual. São simplesmente diferentes e não há nenhuma dissidência quanto à isso. O argumento de que a homossexualidade pode ser curada é usado sem qualquer tipo de embasamento teórico ou científico e sempre por fanáticos religiosos que tem com o objetivo confundir a população. 
  
O PDL do deputado – o mesmo da PEC n° 99 de 2011, ou a "PEC da Teocracia" que pretende que as "associações religiosas" possam "propor ação de inconstitucionalidade e ação declaratória de constitucionalidade de leis ou atos normativos, perante a Constituição Federal" – é, no mínimo, criminoso e vai também contra os direitos à saúde da população, pois sabemos que essas supostas terapias de "cura gay" nada mais são do que mecanismos de tortura que produzem efeitos psíquicos e físicos altamente danosos, que vão da destruição da auto-estima de um ser humano, até o suicídio de muitos jovens - como ocorreu recentemente nos Estados Unidos, onde mais um adolescente gay, de 14 anos, tirou sua própria vida apos ter sofrido assedio homofóbico na escola.
A tragédia ocorreu no Tennessee, estado dos EUA cujo Senado votava, há um ano, um projeto de lei que proibia professores de mencionar a homossexualidade em sala de aula e logo após outro adolescente gay do Tennessee, Jacob Rogers, tirar sua própria vida. Alguns dias antes, mais dois jovens norte-americanos também se suicidaram, depois de anos de sofrimento: Jeffrey Fehr, 18, e Eric James Borges, de 19 (este último cresceu em uma família fundamentalista cristã que inclusive tentou exorcizá-lo). 
Há uma preocupante confusão na sociedade incitada por esse fundamentalismo religioso que precisa ser esclarecida antes que a saúde física e psíquica de mais jovens seja afetada: ao contrario da religião, a orientação sexual de um indivíduo não é uma opção. Se o Estado é laico – como o é o brasileiro desde 1980 – questões de cunho moral e místico não podem ser parâmetro nem para a elaboração das normas nem para o seu controle. Valores espirituais não podem ser impostos normativamente ao conjunto da população.
 
Como cidadão brasileiro homossexual e deputado federal que defende a causa de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transgêneros (LGBT), entre outras, farei de tudo, em parceria com a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT e os parceiros e parceiras do mandato, para que essa Proposta de Decreto de Lei não seja mais uma proposta que viole o direito dos cidadãos e cidadãs brasileiras.  
 
Jean Wyllys
Deputado Federal

domingo, 12 de fevereiro de 2012

Agressão covarde! Polícia identifica suspeitos de terem agredido e roubado um ativsita gay, em Porto Alegre.



William Dos Santos, o jovem ativista gay que foi covardemente agredido.William Dos Santos, o jovem ativista gay que foi covardemente agredido.

A Polícia Civil já tem os suspeitos de terem agredido o estudante gaúcho Willian dos Santos, de 20 anos, no último domingo (5), na Avenida João Pessoa, em Porto Alegre. De acordo com o delegado responsável pelo caso, a vítima será ouvida na tarde desta sexta-feira (10) na 1ª DP.
Paulo César Jardim explica que as fotos dos supostos agressores já estão na delegacia. "Temos as fotos de alguns homens que podem ter agredido este garoto. Porém, ele precisa vir até aqui para identificá-los. Vamos aguardar. Espero que ele venha para podermos solucionar este caso", diz. O delegado afirma ter pedido diversas vezes para o jovem prestar depoimento e que não foi atendido até agora, cinco dias depois do corrido.
No domingo (5), Willian foi agredido por dois homens em frente à Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ele teve quatro dentes quebrados e ficou com o rosto inchado. "Eles me deram muitos socos e pontapés. Foi tudo muito rápido, mas tenho certeza que sou mais uma vítima da homofobia. Me chamavam de 'viado' a todo instante. Antes de tudo fui agredido verbalmente. Não é um roubo qualquer. Se a motivação fosse me roubar, teriam levado o meu celular, que era o objeto de maior valor que estava comigo”, afirma Willian. O delegado Jardim afirma que ainda não é possível confirmar se a agressão foi motivada por preconceito. "Não podemos nos precipitar", conclui.
O caso gerou repercussão no Facebook. Até o fim da noite desta quinta-feira, mais de 39 mil pessoas haviam compartilhado um manifesto de apoio ao estudante de Relações Internacionais da Universidade Potiguar de Natal (RN).

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Aprovação do casamento gay pode gerar US$ 88 milhões ao estado de Washington




O estado norte-americano de Washington pode sair lucrando financeiramente caso o casamento gay seja aprovado. Pelo menos é o que diz um estudo realizado pelo Instituto Williams.
O instituto trabalha com políticas publicadas direcionadas à população LGBT dos Estados Unidos. De acordo com o estudo, o estado de Washington poderia lucrar por volta de US$ 88 milhões. Para chegar a este montante, foram levados em consideração os gastos médios que os casais heterossexuais têm com o casamento na região, além do que poderia ser gasto pelos turistas no local, por exemplo.







A votação vai ocorrer nos próximos dias e, caso a lei seja aprovada, Washington será o sétimo estado norte-americano a reconhecer a união entre pessoas do mesmo sexo na terra do Tio Sam.